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17/12/2013

Exposição Guerra e Paz apresenta obras de Candido Portinari

Dois painéis monumentais intitulados Guerra e Paz, pintados por Candido Portinari entre os anos de 1952 e 1956 para decorar os salões da ONU em Nova York, deram nome à exposição Guerra e Paz que marcou a reabertura, em Belo Horizonte, do Cine Theatro Brasil. O local é uma construção dos anos 1930, que abrigou o maior cinema nacional e exibiu as principais produções cinematográficas mundiais durante seis décadas. A combinação não podia ser mais perfeita: arquitetura e artes plásticas de categoria.

Visitar a mostra me deixou em êxtase! Conformados pela majestosa arquitetura art-déco do Theatro Brasil, os belíssimos painéis, de mesmo nome da exposição Guerra e Paz, pareceram ainda mais imponentes e provocadores. Vistos, assim, de perto, chegam a sufocar e provocam afasia, tamanha é a sua grandiosidade plástica e potência expressiva.

A guerra e a paz, retratadas de modo lírico, desvelam o viés subjetivante de gestos e cores do artista, e compõem uma linguagem singular. Ah, as cores e o gestos… O azul (e suas diversas nuances) e os gestos “encarnados” invadiram meus sentidos – vejo-os como elementos fundadores desta carga de emoção e sensibilidade que atravessa a obra.

Para além dos painéis propriamente ditos, encantam os estudos das obras feitos por Portinari – que são também obras! O processo de criação ali descortinado confirma que o exercício e perfeição, definitivamente, se enamoram.

Trabalho de proporções estético/harmônicas perfeitas, a produção do artista é deveras inspiradora! E prova que uma obra pode não apenas inspirar, mas se transfigurar, transpor, ser traduzida e alcançar outras esferas da linguagem sem perder seu vigor – desde que seja realizado com a devida competência, obviamente. Foi o que aconteceu com as esculturas em bronze de Sérgio Campos e os bordados do Grupo Matizes Dumont.

Estes últimos, particularmente, encantaram-me – como não podia deixar de ser, dada a minha relação um tanto afetiva com o bordado! As lindas telas bordadas produzidas pelas mentes imaginativas, almas sensíveis e mãos hábeis de três gerações da família Dumont (de Pirapora/MG), merecem ser reverenciadas.

Exposição Guerra e Paz mostra obras de Candido Portinari no Cine Theatro Brasil/ Reprodução

 

As imagens bordadas pelo grupo – que já ilustraram obras de grandes autores brasileiros, como Jorge Amado, Ziraldo, Manoel de Barros, Thiago de Mello, Rubem Alves – denunciam movimento e liberdade criadora. O conjunto de trabalhos que tem como inspiração a obra de Candido Portinari, intitulada Coração em Paz, é sutura de tecidos, linhas e histórias que amarra numa mesma superfície criatividade e apuro técnico, e põe à vista uma obra de significação própria.
Para conhecer um pouco da produção de Candido Portinari e sobre Guerra e Paz, clique aqui.

A história e o trabalho do grupo Matizes Dumont pode ser visto aqui.

Por Clícia Machado
Consultora da Federação das Indústrias de Minas Gerais

 

 

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