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10/12/2012

Enfesto: apenas sobreposição de camadas de tecidos?

Quem trabalha na área têxtil sabe que enfestar não é apenas fazer a sobreposição de camadas de tecidos. O profissional responsável pelo trabalho define que tipo de enfesto realizar segundo o tecido, os equipamentos disponíveis, as necessidades de produção, além de outras demandas.

Conforme a Cartilha de Costurabilidade, Uso e Conservação de Tecidos da Texbrasil/Decor, a definição correta do tipo de enfesto evita problemas de escorregamento das camadas do enfesto, diferenças de brilho, diferenças de tonalidades por reflexão da luz, entre outros problemas que podem afetar a produção. Logo, já podemos perceber que enfesto não é somente sobreposição de camadas de tecidos.

Em entrevista para a revista O Confeccionista, a técnica têxtil Maria Adelina Pereira enfatizou que o processo deve ser feito com cuidado, empregando a técnica correta e seguindo as orientações e necessidades de cada tecido. “O enfesto é o alicerce da qualidade, pois é nessa fase que se dá a boa orientação do fio, o alinhamento de ourelas, o filtro para evitar que defeitos do tecido prossigam para o corte e para a costura”, destacou. Segundo ela, esta fase é fundamental para garantir a qualidade na fase de corte dos moldes.

 

Imagem: Divulgação

 

A cartilha traz algumas recomendações interessantes para os profissionais da área:

  • Recomenda-se o repouso antes de enfestar e cortar. Não relaxar o tecido pode implicar em alteração de dimensões, invalidando toda a modelagem desenvolvida.
  • Nunca misture lotes e nuances diferentes. Misturá-los, pode causar diferenças de tonalidade na peça. Quando enfestar cores diferentes para aumentar a produtividade do corte, monte o enfesto com cores bem distintas, reduzindo a possibilidade de mistura durante a costura.
  • O responsável pelo enfesto deve ter cuidados especiais no alinhamento das ourelas para permitir o melhor aproveitamento do tecido. O enfesto não pode apresentar rugas ou dobras, pois isso representará deformação na parte cortada que dificilmente se corrigirá na costura.
  • O desalinhamento do tecido no enfesto também pode gerar problemas de enviesamento na peça.
  • Esta operação permite também reforçar as observações da revisão do tecido. Os funcionários que realizam o enfesto devem ser treinados para observar e reconhecer defeitos, tendo experiência para decidir onde cortar a peça de tecido e para separar eventuais defeitos.
  • Evitar tensões excessivas no tecido na preparação do enfesto é importante. Pode parecer que o tensionamento ajuda a evitar dobras, rugas e desvios, mas o excesso implica que, posteriormente, o tecido relaxará – alterando suas dimensões, o que pode reduzir a qualidade da confecção.
  • O número de folhas ou camadas do tecido no enfesto não é determinado apenas pela demanda de peças a costurar. Ele leva em consideração, também, a altura da faca de corte, a espessura do tecido a ser cortado, a capacidade que o tecido apresenta de não escorregar, bem como a habilidade do cortador.
  • A forma de enfestar é determinada pelo tecido. Alguns tecidos que não têm posições definidas pela direção do pelo ou do desenho de estampas ou brilho.

 

Imagem: Divulgação

Em função da importância da área, a automatização é crescente. Entre as alternativas, destaque para a sala de corte automatizada.

 

Leia mais:

Tipos de enfesto de tecido
Enfesto manual pode ser feito de diferentes formas
Enfesto automático: agilidade e praticidade na produção

 

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