Você sabe qual a contribuição do Brasil na história do biquíni?

Por Lucía Andrea
Designer e empresária de moda

 

Brasil, praia e biquínis. Estas três palavras são frequentemente agrupadas em uma mesma sentença. Mas afinal, como surgiram e qual foi exatamente a contribuição do Brasil na história do biquíni?

 

Pioneiros

O primeiro biquíni foi lançado por Louis Réard, em 1946. Louis, que na verdade não era estilista, bem sabia que sua invenção revolucionaria o mundo da moda. Apelidou a criação devido ao Atol de Bikini, no Pacífico, onde eram realizados testes nucleares pelos Estados Unidos. Louis afirmava, com razão, que o biquíni teria o impacto de uma bomba atômica.

E como bem era de se esperar, a invenção causou um escândalo, já que na época era impensável mostrar o umbigo.  A prova disso é que nenhuma modelo quis exibir o biquíni, apenas uma stripper chamada Micheline Bernardini. Passado o susto inicial, foi lá pelos anos 50 que o traje de banho começou a se popularizar, em parte, graças ao filme E Deus criou a mulher, que mostrava Brigitte Bardot em um modelo xadrez com babadinhos.

 


Micheline Bernardini utilizando o primeiro biquíni, criado por Louis Réard, em 1946.
Fonte: content.time.com

 

Qual a contribuição do Brasil na história do biquíni?

O biquíni já fazia algumas tímidas aparições pelas praias brasileiras na década de 50, no corpo de uma artista plástica alemã chamada Miriam Etz e, também, era usado por algumas vedetes. No entanto, foi na década de 60 que o traje se popularizou de vez por aqui. E, nos anos 70, os biquínis brasileiros já eram menores comparados aos de outros países.

Mas foi em 1972 que um acontecimento colocou o Brasil nos holofotes da produção: a marca carioca Blue Man criou um modelo de biquíni jeans, mas a parte de baixo era muito apertada, não passava pelas coxas das clientes e para não jogar fora toda a produção, resolveram cortar as laterais e amarrá-las ao gosto da cliente. E pronto, estava criado o biquíni de lacinho!


Biquíni de lacinho.
Fonte: modices.com.br

 

Anos 80

 

A partir dos anos 80, a criatividade brasileira para os biquínis não parou mais. Foi criado o top de cortininha, a calcinha asadelta e, a mais extravagante de todas, a calcinha fio dental. Essa última não colou muito lá fora, onde a preferência geral são as calcinhas maiores. No entanto, o modelo fio dental ainda pode ser encontrado em todas as praias brasileiras.

 


Calcinhas fio dental no Brasil dos anos 80
Fonte: garotascomovoceoficial.blogspot.com

 

E hoje

 

Nessa onda retrô que anda invadindo os guarda roupas, os biquínis jamais ficariam impassíveis. Hoje é possível encontrar diversas marcas que fabricam modelos maiores, de cintura alta, inspirados nas roupas de banho dos anos 50. E uma ótima notícia para o público plus size: Há marcas, como a F.A.T., que produzem apenas biquínis acima do número 46. Isso sem contar com a profusão de estampas, tecidos e modelagens disponíveis hoje para as amantes da peça. E o Brasil, diga-se de passagem, é responsável por grande parte da criação e inovação mundial em beachwear

 


 Biquíni da marca F.A.T
 Fonte: modices.com.br

E aí, gostou de conhecer a contribuição do Brasil para a história do biquíni? Qual o seu modelo preferido? Escreva nos comentários e venha participar da conversa!

 

Fontes de pesquisa:

Blog Modices: modices.com.br

Blog Filati: filati.com.br

 

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