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08/08/2013

Vestuário oferecia risco à saúde feminina no século XIX

Com exceção do breve período que viveu o retorno à fluidez do período neoclássico, o espartilho imperou na moda feminina durante todo o século XIX. O desconforto implicava efeitos colaterais perigosos para as usuárias, tais como órgãos internos esmagados, pulmões e rins perfurados por costelas quebradas, abortos espontâneos e problemas de pele.

Com intenção de revolucionar e racionalizar a moda feminina, foi fundada em Londres, em 1881, a “Sociedade do Traje Racional”. Indignadas com os riscos à saúde inerentes aos modelos usados na época, encabeçaram o movimento a viscondessa HarbertonEmily M. King. As criadoras do movimento propunham trajes alternativos, confortáveis, práticos e leves.

Coordenado por militantes pelos direitos da mulher, o movimento pelo traje racional publicou um manifesto com as ideias radicais da organização: “A Sociedade do Traje Racional protesta contra a introdução de qualquer vestimenta na moda que deforme a silhueta ou impeça o movimento do corpo, ou que, de qualquer maneira que seja, tenda a prejudicar a saúde”.

Em 1884, na Exposição de Saúde de Londres, a viscondessa Harberton exibiu uma modesta saia dividida, que obteve repercussão muito positiva. Essa exposição promoveu um trampolim para o movimento ao dedicar um setor exclusivo para o vestuário feminino “higiênico”.

Os mandamentos do vestuário racional estavam de acordo com as ideias do doutor Gustav Jaeger, renomado zoólogo alemão que defendia que somente fios oriundos de fontes animais (lã, seda) deveriam ser usados sobre a pele, pois julgava que as fibras vegetais exalavam vapores perigosos para os seres humanos.

Ideias alarmistas à parte, Gustav Jaeger abriu uma empresa onde produziu túnicas e calças que seguiam os ditames do vestuário saudável e dispensavam golas e laços. O negócio se expandiu e, na virada do século, Jaeger teve entre seus clientes famosos como o dramaturgo George Bernard Shaw e o escritor Oscar Wilde.

Por Ana Carolina Steil
Pós graduanda em Mídia, Moda e Inovação no Senac/RS

 

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