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08/01/2014

Toile é usado na confecção para fazer ajustes na roupa

Ao criar ou alterar uma modelagem, é imprescindível montar uma peça de amostra deste modelo antes de entrar em produção. Para isso procura-se usar um tecido de gramatura e caimento similar ao pensado para o produto final. Um tecido muito comum utilizado para substituir o tecido plano é o algodão cru ou morim.

Essa montagem inicial recebe diferentes nomes pelos autores, por exemplo: Fischer (2010) e Sabrá (2009) utilizam o termo toile, para Smith (2012) chama-se tela, outros autores denominam de peça de amostra. O toile é necessário para identificar ajustes como: comprimento, largura, proporções, sobras de tecido localizadas, localização de bolsos e detalhes, passadores de cintos, dentre outros.

Após a etapa de construção do toile e de correções e ajustes da modelagem, monta-se uma peça com o tecido e aviamentos previstos para a produção. Esta peça recebe o nome de peça-piloto.

Entende-se por peça-piloto, a roupa que possui a aprovação técnica de manufatura e a validação econômica. Desta forma, são produzidas as peças-piloto da coleção. Elas são apresentadas aos gerentes da empresa para a análise, a fim de decidir a viabilidade produtiva da peça, ou seja, se são viáveis para entrar em produção, de acordo com os maquinários da empresa, terceirização e custo. As peças-piloto aprovadas, recebem um lacre de identificação e estão oficialmente na coleção. (STONE, 2008).

 

Sistema de modelagem 3D auxilia a reduzir número de peças-piloto

A etapa de amostra das modelagens está se renovando com a tecnologia digital, Stone (2008) comenta que as aplicações do CAD em terceira dimensão (3D) possibilita a simulação de dobras, pregas e texturas com precisão. Nesse caso, a imagem do modelo é utilizada para criar o molde completo, com as nomenclaturas, margens e marcações de costura.

Stone (2008) afirma que as indústrias reduziram o número de amostras e de peças-piloto que tenham alto custo de confecção e no final são passíveis de reprovação. No lugar da amostra física, é apresentada uma imagem virtual, também utilizada para a comercialização e vendas.

Por Samira Troncoso
Designer de Moda e Professora na Feevale/ Novo Hamburgo (RS)

Referências
FISCHER, A. Construção do Vestuário. Porto Alegre: Bookman, 2010
SMITH, Alison. Corte e Costura. São Paulo: Publifolha, 2012.

SABRÁ, F. Modelagem. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2009.
STONE, E. The Dynamics of Fashion. New York: Fairchild Books, 2008.

 

Leia mais:

Flexibilidade dos tecidos no Audaces 3D

Alongamento dos tecidos no Audaces 3D: como inserir no sistema?

Função da peça-piloto para a modelagem
 

 

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