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03/07/2013

Tabela de medidas para confecção: o desafio da padronização

Na hora de comprar uma roupa, o consumidor prova peças e mais peças até encontrar a que mais se adapta ao seu corpo. Nesse troca-troca ele percebe que as calças, por exemplo, de marcas diferentes que vestem as formas corpóreas variam do tamanho 36 ao 38. Por que essas divergências acontecem?

Uma das explicações consiste na tabela de medidas para confecção de roupas. O detalhe é que o padrão de dimensões corporais utilizados por uma firma, não é o mesmo aplicado por outra. Logo, uma cintura de 86 centímetros pode equivaler a uma modelagem 36 em uma marca e 38 em outra.

O que leva as empresas a terem padrões diferentes de medida é que no Brasil, hoje, não há uma padronização rígida sobre este assunto. Existem apenas regulamentos criados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a NBR 13377 de 1995 e a NBR 15127 de 2004, que indicam alguns padrões e medidas do vestuário de acordo com as dimensões do corpo feminino, masculino e infantil.

A norma técnica estabelecida pela ABNT não é de cumprimento obrigatório, e sim voluntário. Porém, as empresas de vestuário que se adequarem à estas normativas NBR atuarão com padrões de vestuário com medidas discutidas e aprovadas no setor. A padronização evita trocas e, no caso infantil, ajuda quando a criança não pode (ou não quer) experimentar a roupa.

 

A diversidade das proporções corpóreas dos brasileiros é um desafio para a criação de uma tabela de medidas padrão/ Reprodução

 

 

A tabela de medidas para confecção funciona como um guia de orientação na costura e no controle da qualidade das vestimentas. Também é essencial para a criação da base e, a partir dela, da modelagem, bem como para a indústria de vestuário conhecer o corpo do seu cliente e produzir peças que se adequem as proporções corpóreas do consumidor. Neste contexto, o modelista é o responsável por fazer a interpretação das medidas tabeladas e traduzi-las nos moldes.

Vale destacar que apesar do uso dessas da tabela de medidas para confecção, no Brasil não se tem um padrão de dimensões corpóreas estabelecidas e muitos abordam a miscigenação nacional como um desses fatores que dificultam a determinação de um único padrão de medidas. A mistura de raças faz com que cada uma das regiões tenham influências anatômicas de diferentes países de diversos continentes: alemães, italianos, japoneses, chineses, árabes, entre muitos outros.
 

 

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