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29/01/2015

O ARQUIVISMO E OS ÍCONES DE ESTILO

Por Kledir Salgado
Designer de moda com Mestrado em Têxtil e Moda pela USP

A busca pela fidelização de um público-alvo passa pela construção da imagem da marca, criando assim ícones de estilo desta marca em busca de uma identidade criativa. Estes ícones podem ser procurados através da técnica de arquivismo, que é a recorrência a referências estéticas que sempre apareceram ao longo das coleções da marca. Se a marca for nova estes ícones podem ser criados e também organizados e catalogados com a técnica do arquivismo.

No contexto da moda o arquivismo refere-se a como os criadores analisam coleções anteriores em busca de inspiração, em particular a estética original de uma marca consagrada pode ser revisitada décadas mais tarde com coleções referenciando as mesmas influencias de design e detalhes.

Um bom exemplo disso pode ser o nome italiano Emilio Pucci, que fez sucesso em toda década de 1960 e novamente na de 1980 pelo uso de estampas extravagantes e coloridos retirados de pintura da Renascença. O DNA da marca é composto por filigramas, penas, animais, vitrais e azulejos rearranjados em vestidos simples e acentuados, tops de golas canoas e calças em Jersey de seda. Estes ícones ainda fazem parte do DNA da marca com diretores criativos como Mattew Wiliamson que atualizou a marca para o consumidor moderno.

 

Simone d'Aillencourt em Emilio Pucci, Vogue 1967

 

Pucci 2014/2015, Milan Fashion Week

 

Outro exemplo é Nicola Ghesquière, da Balenciaga, que continuou a reputação de Cristóbal Balenciaga, para desafiar a definição da estética a partir de uma combinação de silhueta forte, cor, proporção e tecidos. Sua interpretação da visão original do fundador tem sido aplaudida internacionalmente como uma forma respeitosa de redefinir a moda.

 

Balenciaga,1967.

 

Balenciaga, 2014.

 

O arquivismo é uma ferramenta que o criador de moda deve recorrer durante seu processo criativo, caso ele esteja em uma marca nova, deve construir este arquivo com as peças que ele criou para o futuro. A construção de um DNA criativo deve ser um ato consciente, uma rotina na vida do criador de moda, para assim criar ícones às marcas de moda.

Estas fontes de moda oscilam em importância e influência de acordo com as tendências e com as constantes mudanças na estética da moda. Os criadores devem atualizar suas marcas e procurar novos processos criativos, entretanto vale observar que a construção de ícones de estilos de uma marca construídos através da recorrência a arquivos é uma ferramenta que muito contribui para a criação a fim de encontrar identidade criativa.

 

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