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04/09/2014

Moda Plus Size é mercado (ainda) inexplorado

Por Eduardo Vilas Bôas
Professor de Moda do Senac SP

A palavra modelo, entre outras coisas, significa exemplo e, na moda, trata-se de um referencial da perfeição de beleza. Por isso, modelos precisam ser pessoas com corpo, rosto, cabelos e pele bem cuidados, mas que tenham algum referencial estético com o grupo ao qual vão comunicar.

A ditadura dos padrões de beleza parece estar em declínio. Em 2009, a revista americana Glamour fez um artigo sobre a importância de se sentir bem com o seu próprio corpo. A modelo Lizzie Miller, com 20 anos à época, loura e sorridente, com 1,80m e 79kg, sentada nua, numa pose que evidenciava suas gordurinhas, ilustrou a matéria. Isso foi o estopim para desencadear uma revolução no universo da moda.

A partir de então, diversas marcas tem aderido à ideia de modelos mais reais – ou menos magricelas – na busca de um corpo ainda belo, porém identitário, e na comercialização de produtos com modelagem adequada às necessidades desse grupo. E, da mesma forma que o Brasil é referência mundial na “exportação” de modelos, como a top Gisele Bündchen, também nos tornamos referência no segmento de modelos Plus Size.

Flúvia Lacerda é considerada a “Gisele Plus Size”. Figura entre as principais tops do segmento e já ganhou vários títulos, como a top do ano pela Semana de Moda Plus Size de Nova York. Brasileira, carioca, foi em 1996 para Nova Iorque estudar inglês e foi descoberta acidentalmente por uma produtora de moda em um ônibus coletivo. Hoje ela realiza trabalhos no mundo todo, tendo feito, inclusive, um editorial de moda para a aclamada revista Vogue Italiana, em 2012. Flúvia já declarou em entrevistas que fatura até U$ 30 mil/sessão.

Mas não é apenas por consciência que a indústria da moda despertou para esse público. As sucessivas crises que abalam o mundo desde 2008 forçam a descoberta de novos mercados consumidores. E, dessa vez, o escolhido foi o segmento plus size. Só no Brasil esse mercado movimentou em 2013 cerca de R$ 4,5 bilhões, o que significa cerca de 5% do faturamento total do setor de vestuário em geral, que hoje ultrapassa os R$ 90 bilhões, segundo a Abravest (Associação Brasileira do Vestuário). Se lembrarmos que 48% das brasileiras estão acima do peso (Ministério da Saúde, Vigitel, 2013), ainda temos um vasto mercado a explorar.

 

 

 

 

Foto da modelo Lizzie Miller que impulsionou o movimento de valorização do Plus Size

 

 

 

 

 

 

Flúvia Lacerda em editorial para revista Vogue Itália

 

 

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