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23/04/2013

Jackie Onassis marca a história da moda

Não há dúvidas de que existem personalidades na história da moda que deixam seu registro de maneira muito eloquente, e dos quais não podemos desviar. Contudo, esses registros não se dão exclusivamente pela maneira como tal estilista cria, ou como um determinado editor constrói imagens. Essas marcas se dão porque, por trás do produto que vemos, está uma personalidade rica e interessante. É o caso de Jackie Onassis.
 

 

Foto/Eve Arnold, 1960

 

Nascida em 1929, Jacqueline Lee Bouvier era a filha mais velha de um pai bonachão e amoroso, de origem francesa, e de uma mãe rigorosa que a julgava musculosa, feia e pouco vaidosa. Influenciada pela descendência do pai, sabia francês e tinha muito apreço pela cultura e história francesas.

Essa formação seria determinante quando, em maio de 1961,  Jackie Onassis acompanhou o marido, o então presidente Kennedy, em viagem oficial à França e encantou o General Charles De Gaulle. À época, ele se disse fascinado com a imagem da mulher/menina que viu descer do avião em Paris. Esta viagem consagrou-a para sempre como um símbolo de bom gosto e sofisticação.

 

Foto/ Henri Cartier-Bresson, 1961

 

No entanto, o encantamento que causava em todos jamais fez seu marido deixar de flertar com muitas mulheres. A essa postura do presidente Kennedy, Jackie reagiu pondo em si a culpa pelas infidelidades do companheiro; achava-se pouco vaidosa e sensual.

Foi a partir daí que investiu tempo, dinheiro e muita pesquisa na transformação da sua imagem: cortou o cabelo à Audrey Hepburn e renovou o guarda-roupa com as grifes mais luxuosas da época: leia-se Chanel, Givenchy e Balenciaga.

Este novo estilo marcaria para sempre a história da moda norte-americana. Aos 31 anos, Jackie Onassis se tornaria a primeira dama mais jovem dos EUA e adorava imaginar que poderia marcar um momento da história do seu país, conhecer os homens mais importantes do mundo e ser tratada de igual para igual. Foi a partir dela que surgiu o hábito de a primeira-dama eleger um estilista oficial. O seu eleito: Oleg Cassini.

 

Foto/ Marilyn Silverstone, 1962

A década de 60 imortalizou seu estilo sóbrio e delicado e foi um período de conquistas importantes para as mulheres, como a liberdade sexual e de expressão. Após a morte de Kennedy, Jackie casou-se com o magnata Aristóteles Onassis, assumindo a postura da mulher moderna e arrojada que era.

É fato que a verdade de uma imagem passa pela construção rica e bem elaborada de seus referenciais, seja lá de que objeto estejamos tratando. Jackie Onassis é, sem dúvida, exemplo de como esses fatores são determinantes na construção de uma linguagem e de um estilo.

Por Ana Carolina Steil
Pós graduanda em Mídia, Moda e Inovação no Senac/RS

 

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