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14/03/2014

História do uniforme da seleção brasileira

A história do uniforme da seleção brasileira desperta a curiosidade e é motivo de diversos estudos na área da moda. Ao analisar a evolução do uniforme é possível perceber que ao longo dos anos houve fortes mudanças nos calções e camisas dos jogadores. Para ilustrar um pouco desse processo de evolução, abaixo mostramos uma “linha do tempo” com a história do uniforme da seleção brasileira, apontando as evoluções, estilo e modelagem.

Em 1914 a seleção brasileira já possuía um uniforme confeccionado com algodão. Devido as características desse tecido, os calções absorviam água e umidade facilmente – aumentando o peso das roupas -, ficando rapidamente molhadas e causando desconforto. A bermuda, de comprimento até os joelhos, se destacava pelo cós alto preso por um cordão.

 

 

Uniforme da seleção no ano de 1914/ Reprodução

 

A primeira Copa do Mundo, sediada no Uruguai em 1930, contou com a presença da seleção brasileira. Na época, o uniforme era composto por uma camisa branca com amarração por cordões e pelo distintivo da CBD (Confederação Brasileira de Desportos). Em 1936, os calções eram esticados, de tecido mais maleável e usado pelos jogadores com cintura alta de forma a repuxar o tecido, mostrando as coxas. O cós ainda era preso por um cordão.

Já em 1938 a camisa, ainda na cor branca, teve mudanças no modelo: foi abolido os cordões, introduzida a gola “V” e o escudo da CBD ficou maior. Em 1939 os calções continuaram com as cinturas altas, porém, as pernas ficaram mais curtas e o modelo passou a ter corte em evasê das pernas, prendendo menos os movimentos dos jogadores. Em 1945 os calções ficaram mais curtos e com cintura um pouco mais baixa do que o modelo anterior. Quatro anos depois, ganhou uma listra na lateral.

Em 1950 o uniforme era composto por uma camisa com gola polo azul e quatro anos mais tarde a camisa ganhou as cores da bandeira: amarela com detalhes em verde. Esse modelo vestiu os jogadores nos mundiais de 1958 – vencido pelo Brasil -, 1962 – marcado pelo bicampeonato brasileiro e 1966 – vencido pela Inglaterra.

 

 

 

 

Uniforme utilizado no mundial de 1950/ Reprodução

 

A seleção apareceu com os transgressores “microshorts” nos anos 70 e a camisa com gola tipo canoa. As bermudas tinham cintura baixa e eram bastante curtos, causando furor na época ao deixar boa parte da pele a mostra. A nova modelagem dava mais liberdade, permitindo que os jogadores se movimentassem facilmente.

No mundial de 1974, a camisa ganhou três estrela acima do escudo da CBD devido aos mundias de 58, 62 e 70 vencidos pela seleção. Em 1978, as camisas surgiram com manga comprida e o uniforme ganhou três listras laterais como referência a um patrocinador, mas não apareceu o logo da empresa. Os “microshorts” estiveram presentes nos uniformes até o final da década de 80, quando o cordão do cós foi trocado por uma tira elástica.

 

 

 

 

 

 

 

O uniforme de 1978 tinha mangas compridas e “microshorts”/ Reprodução

 

 

Em 1982, no primeiro mundial disputado pelo Brasil com a sigla CBF (Confederação Brasileira de Futebol) o uniforme passou por alterações. O escudo foi substituído pelo desenho da taça Jules Rimet e um ramo de café foi adicionado ao distintivo, como referência ao Instituto Brasileiro do Café – patrocinador da Confederação. Os logotipos dos patrocinadores passaram a figurar no uniforme em 1986. Outra mudança foi o retorno da gola polo e a retirada do ramo do café a pedido da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Em 1990 a gola da camisa passou a ser mais fechada na altura do pescoço. Já os calções ficaram com uma modelagem mais larga e comprida. Para dar liberdade de movimento aos jogadores, as pernas das bermudas ganharam uma pequena abertura lateral. Em 94, ano que o Brasil levou o tetracampeonato, o uniforme passou por mudanças radicais. A camisa retomou o escudo tradicional acompanhado do nome Brasil. O novo patrocinador adotou três grandes escudos em relevo.

 

 

 

 

 

 

 

Conquista do tetracampeonato pelo Brasil em 1994. Comemoram o título Ronaldão (esquerda), Romário (centro) e Dunga (direita)/ Reprodução

 

Na Copa do Mundo de 1998 a camisa ganhou gola canoa, duas listras verdes sobre as mangas e quatro estrelas acima do escudo. No ano em que o Brasil se tornou pentacampeão (2002), a seleção usou uma camisa com gola amarela e detalhes em verde. Em 2006 é acrescentada uma quinta estrela acima do escudo. O modelo também ganhou estrelas na gola e a frase “Nascido para jogar futebol” próximo a barra.

Em 2010 o uniforme chega com uma revolução, a tecnologia “Pro-Combat Slider Short” da Nike, que é um calção justíssimo utilizado sob o uniforme. O Slider Short oferecia conforto, mobilidade, proteção e adaptação aos diversos climas africanos – a África do Sul sediou o campeonato naquele ano. A camisa trouxe um modelo clássico com uma gola parecida com o usado na Copa do Mundo de 70. As mangas ganharam uma listra verde.

Agora basta ver como será este ano, durante a Copa do Mundo a ser realizada no Brasil e ver qual vai ser a contribuição para a história do uniforme da seleção brasileira.

Fonte
Site Fashion Bubles

 

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