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15/07/2015

Corset: a peça mais feminina do vestuário

Por Greice Verrone
Designer de Moda

Apesar da imediata associação com as minúsculas cinturas vitorianas, o corset data de muito antes. Desde que apareceu na história da moda, no século XVI, essa vestimenta tem sido usada como suporte e controle para as formas naturais do corpo.

Entre a Antiguidade e a Idade Média, o suporte ao busto e à cintura era geralmente feito com faixas de tecido. Nos séculos XIII e XIV, amarrações e materiais mais rígidos incorporados às próprias vestes ajudavam a moldar o corpo numa forma esguia. Essa ideia evoluiria para o kirtle, um tipo de colete engomado e/ou reforçado com cordas (como barbatanas), amarrado na frente. 

Eventualmente o kirtle se mudaria para dentro das roupas. Mais tarde a ideia de vestido seria enfim separada em corpete e saia, permitindo que o corpete fosse justo e retilíneo, enquanto a saia poderia ser absurdamente volumosa com a ajuda de anáguas engomadas e crinolinas.

Por seu desconforto e apelo estético, o uso do corset sempre foi associado a opressão à mulher. A tirania fica evidente no filme “E o vento levou”, na famosa cena em que Mammy aperta as fitas do espartilho de Scarlett até deixá-la sem ar. 


Cena do filme “E o vento levou”
Foto: www. historiadocinema.com

O corset deixou de ser usado no início do século XX. Nos anos 1940 Christian Dior criou o espartilho, peça que buscava modelar a cintura e destacar os contornos femininos.
Nos anos 1980, a rainha do pop Madonna conseguiu ressucitar e popularizar o corset. 

Na medida em que as mulheres foram conquistando mais espaço na sociedade, as roupas delas tornaram-se mais sensuais e sedutoras. Nos dias de hoje, a mulher não usa espartilho por imposição, mas por vontade própria.


Madonna com corset
Foto: www.madonna.com

É importante ressaltarmos que existem peças parecidas com o corset, no entanto, com características e finalidades diferentes. Veja quais são, a seguir. 


Corpete

O corpete não se trata de uma peça de lingerie, pelo contrário, é aquela versão que faz a adaptação do underwear para o outerwear. Ele é inspirado no corset, mas se trata de uma blusa com barbatanas (geralmente de plástico), fechadas com ilhóses ou zíper. Confeccionada tanto em tecidos planos quanto com materiais elásticos, essa peça se diferencia do corset por não possuir uma modelagem tão estruturada. Seu decote amplo e shape ajustado ao corpo valorizam o busto feminino, fazendo dessa uma opção a ser considerada por mulheres com busto pequeno.    


Corset

O corset propriamente dito tem sua base bastante similar à do corpete. Contudo, é a estrutura firme e rígida, resultante tanto da colagem de tecidos e entretelas quanto da inserção de barbatanas para a sustentação que confere a principal diferenciação entre essas duas peças. O corset é caracterizado também pelo cruzamento de fios, fitas ou cadarços transpassados em ilhoses nas costas garantindo o ajuste correto. Pode ser sobreposto a blusas e tops, a fim de marcar bem a cintura.
    
Corselet
De corte mais solto e de ares mais casuais, é aquele que se mostra menos rígido. Ainda que acinturado, o corselet não foi desenvolvido com a finalidade de reduzir medidas como o corset, podendo ser encontrado em variações fetichistas elaboradas com barbatanas de plástico e confeccionadas em malhas.

Espartilho
O espartilho, por fim, é a versão mais atual de todos os quatro, tendo sido inspirado nos shapes básicos e no visual sexy do corset e do corselet. Apesar de manter a mesma modelagem, o espartilho apresenta menos camadas de tecidos e, portanto, é consequentemente menos rígido e estruturado.

Leia mais:
Costurando o corset: união da parte superior
Aplicação das barbatanas no corset: como fazer?
Aplicação do zíper no corset: como fazer?
Aplicação do bojo no corset: como fazer?

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