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11/06/2013

Corpo da mulher real é valorizado em campanhas publicitárias

Faz, aproximadamente, um mês que eu vi um vídeo e, desde então, meus pensamentos têm sido interpelados (de modo insistente e frequente) pela ideia de escrever sobre ele.

O nome do vídeo é “Retratos da Beleza Real” e é um documentário produzido pela marca de cosméticos Dove. A peça revela, de modo claro, como a marca evoluiu/amadureceu em seu posicionamento de ser a expressão da “mulher do mundo real” ou da “beleza real” – mote que a marca utiliza em suas campanhas desde 1992.

A estratégia de democratizar a beleza feminina ao utilizar o corpo da mulher real ao invés de corpos de modelos “perfeitas”, vem (aparentemente) se contrapondo à publicidade que glorifica corpos femininos magros e jovens (além de peles acetinadas e cabelos lisos e brilhantes). O mote é, no mínimo, capaz de gerar simpatia dos consumidores pela marca – quem desaprovaria tal iniciativa?

 

 

Corpo da mulher real é valorizado em campanha publicitária da marca Dove/ Reprodução

 

Uma pesquisa realizada pela empresa em 2011, com mulheres de 20 países, revelou que apenas 4% das mulheres de todo o mundo se consideram bonitas. Diante desses dados, a proposta empreendida pela Unilever foi realizar uma experiência que comprovasse que “você é mais bonita do que pensa”.

No documentário, a marca convidou um artista forense, daqueles que fazem retratos falados, para desenhar as mulheres, conforme estas se viam e de acordo com a descrição dada por um desconhecido. O resultado do processo criativo da equipe de profissionais de comunicação e marketing foi uma mídia bastante eficaz! Sobretudo em sua função simbólica, de fortalecimento da identidade e imagem institucional.

Ressalvas à parte, não se pode esquecer que é uma campanha publicitária com apelo mercadológico do tipo: sinta-se bonita como é, mas não deixe de usar nosso creme anticelulite.

O vídeo emociona e desvela uma ideia, um tanto mais libertária, do valor da aparência da mulher real – conceito que se sustenta menos pela relevância da questão e tanto mais pela sensibilidade e finura da concepção da peça promocional. Ponto para a criação! Provocação e sensibilidade na medida certa.

Acesse o vídeo aqui

Por Clícia Ferreira Machado
Consultora da Federação das Indústrias de Minas Gerais

 

 

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