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20/12/2018

Como fazer a análise ergonômica da modelagem da sua confecção

Fabiano Fernandes Reis
Docente da Denim School – Escola de Jeans e na Faculdade Senac Criciúma nas áreas Têxtil e de Vestuário; Mestre em Política Científica e Tecnológica e especialista em Jeans Wear

 

No estudo da construção da modelagem é necessário conhecer as medidas e proporções do corpo humano. Isso porque a construção da modelagem tem relação direta com os volumes e reentrâncias que a anatomia do corpo apresenta.

Todavia, as medidas necessárias para a criação de uma modelagem anatômica devem ser agrupadas de acordo com a circunferência/largura, altura do molde a ser feito e a profundidade das reentrâncias.

Desse modo, deve ser localizado o seu ponto de equilíbrio, utilizando, para isso, as linhas centrais, verticais e horizontais e as linhas simétricas, assimétricas ou curvas. É importante enfatizar que tais linhas e posições podem ser usadas para a execução de modelagem feminina, masculina e infantil.

 

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Durante a execução das modelagens, consideram-se alguns fatores primordiais: caimento, conforto, usabilidade, movimento, diferenças físicas, flexibilidade, necessidades estéticas, facilidades de vestir e despir. Também devem ser avaliados os recursos materiais necessários, tais como os instrumentos e as tabelas de medidas.

Esses são complementos importantes para o conhecimento técnico do modelista. Devido à complexidade de aspectos que se inserem na moda, o bom caimento e o ajustamento de uma peça decorrentes de uma boa modelagem são fatores decisivos no seu sucesso.

De acordo com Araújo (1996), para conseguir uma peça bem ajustada, são necessárias cincos “normas de ajustamento”. São elas:

  1. Folga, que proporciona conforto e facilidade de movimento;
  2. Alinhamento, concernente ao sentido das costuras e contornos da silhueta;
  3. Correr do tecido, relativo ao direcionamento do fio;
  4. Equilíbrio, que se relaciona entre as várias partes da peça e seu caimento;
  5. Assentar, relacionada à ausência de rugas na peça quando vestida.

Pode-se ter um magnífico modelo, produzido no tecido com a mais alta tecnologia e funcionalidade e com excelentes acabamentos de costura, mas se ele não se adapta bem ao corpo, é possível que a peça não seja bem aceita – ou talvez até seja, mas por pouco tempo.

O consumidor pode rejeitar uma peça sem se dar conta que o desconforto é causado pela modelagem inadequada. Da mesma forma, pode-se ter uma preferência por determinada marca ou mesmo se tornar um cliente fiel por achar que ela veste bem.

 

Bibliografia:
ARAÚJO, M.; CASTRO, E.M.M. Manual de Engenharia Têxtil. Vol. 1, 2, 3. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1986.

 

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