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25/04/2013

Chanel e a ousadia necessária para a criação

Existem características comuns às pessoas criativas, tais como um olhar apurado para possibilidades impensadas, capacidade de solucionar desafios, inventividade. Contudo, o criador de moda tem de ter mais do que isso. A pulsação forte e implacável da coragem de Coco Chanel é inspiração inquestionável.

Para início de conversa, ela foi capaz de derrubar a instituição do chapéu de 10 kg com um insolente chapéu de gondoleiro. Ela fazia o seu guarda-roupa em função das necessidades que tinha.

 

 

Arquivo: Foto Douglas Kirkland

 

Foi assim que, tomando emprestado um pulôver de Boy Capel, incomodou-se com a necessidade de ter de tirar o seu atrevido chapéu para vesti-lo. A solução? Com uma tesoura, abrir o pulôver de alto a baixo, vestir um cinto e pronto! Estava criada a ideia do casaquinho que viraria objeto de desejo das mulheres até hoje!

A ousadia, invariavelmente, é potencializada quando o criador sente não ter nada a perder. A audácia e a liberdade características de mentes inovadoras estão intimamente ligadas a um desacordo com a necessidade de controle: o criador precisa sentir-se livre.
 

Arquivo: Foto Douglas Kirkland

Chanel teve uma grande e audaciosa ideia: reinventar o guarda-roupa feminino. Ao invés de aguardar o momento certo, o material necessário, a melhor conjunção de astros, ela resolveu executar sua ideia com o que tinha. E o que ela possuía era o jérsei. Tudo poderia ter dado errado, mas sua fé inabalável na sua intuição e a certeza de ter um gosto impecável foram fundamentais para o sucesso dela.

O uso do jérsei por Chanel ilustra que, em uma situação precária, a coragem para dar o passo importante e ousado não é só uma boa ideia: é a melhor ideia. Além de ousadia, ela era capaz de dizer o que pensava. Era implacável na sua honestidade e nunca foi tentada a agradar e ser dócil. Sua inteligência não era amável, mas combativa; não cultivava autocensura nem se importava com o que pensavam dela.

 

 

 

 

Arquivo: Foto Douglas Kirkland

Não há dúvidas de que Chanel nasceu com senso de elegância e um olhar de águia, capaz de perceber de relance o que era esteticamente incorreto. Foi uma mulher capaz de inserir-se no seu momento e tirar vantagem do que lhe caiu nas mãos: fez do seu limão pobre e órfão, uma limonada fresca e gostosa.

Abraçar o momento com o impulso do “faça isso agora”, e do “não olhe para trás”, parece ser uma lição a ser tirada desta trajetória. Fazer o que se pode com o que se tem e onde se está. Aproveitar o momento significa aproveitar quem você é e o que faz parte da sua vida.

Por Ana Carolina Steil
Pós graduanda em Mídia, Moda e Inovação no Senac/RS

 

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