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03/02/2014

Processo da ilustração sob o olhar da designer Helena Dieb

Hoje em dia, com a evolução dos softwares gráficos, é cada vez mais comum os profissionais do design acreditarem não ser necessário a dedicação ao desenho, sobretudo à mão. Contudo, os grandes artistas e ilustradores/desenhistas demonstram que o processo da ilustração é inverso ao que se pensa, e passa pela fase da criação, esboços (na maioria das vezes, manuais) para então chegar à manipulação digital.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre o processo da ilustração e desenho de moda, entrevistamos a designer/ilustradora Helena Dieb, que é formada em Desenho Industrial e Mestre em Artes Visuais.

Qual a sua técnica preferida?
Helena Dieb 
– Gosto da aquarela pela delicadeza de seu processo. Cada velatura por vez, a paciência para que sequem… Os efeitos múltiplos e inesperados que surgem das fusões, transparências e a interação com as texturas dos suportes fazem a espera ser uma coisa boa. Exercito a contemplação, a serenidade. Há também a noção do registro definitivo. Sem delete ou Ctrl+Z. Acho isso positivo, nesse tempo em que tudo pode ser refeito para ter que ser perfeito. Não por isso elimino as outras técnicas, muito menos os recursos digitais. Quando tudo se mescla, guardando cada coisa as suas especificidades, as possibilidades de criação de maravilhosos trabalhos se ampliam. A caneta esferográfica é o lado B. Gosto do jeito de rabisco, do trabalho meio sujo, com cara de esboço, traço rápido e espontâneo pois geralmente são desenhos feitos ao acaso.

 

Ilustração da designer Helena Dieb/ Reprodução

 

Quais as suas inspirações para criar os projetos?
Helena Dieb
 – São os projetos que norteiam as inspirações. A escolha por uma técnica ou outra, uma referencia ou outra, acontece em função de quem a ilustração quer alcançar. Num projeto penso na ideia que precisa ser expressa numa imagem. É nesse momento que a teoria é imprescindível. Os elementos representacionais, simbólicos e abstratos da ilustração vêm implícitos no tema. Resta saber capturá-los.

Você admira algum artista ou ilustrador em especial? Inspira-se nele para sua criação?
Helena Dieb 
– São tantos… O ilustrador russo Erté, do início do século XX, René Gruau, inspirado por Matisse. Trabalhos que registraram o espírito do tempo. Da contemporaneidade cito Stina Person que tem um trabalho belíssimo com aquarela fotografia e colagem, muito delicado.

O processo da ilustração manual é importante na hora de criar ou os softwares dão conta do recado sozinhos?
Helena Dieb
 – Não há regras. Existem ilustradores com habilidades inatas para esses novos meios que desenvolvem tudo no computador. Mas acredito que o gesto largo do braço, sem nada entre a mente e a mão, nunca será substituído.

Quais conselhos você dá para quem está começando?
Helena Dieb
 – Ampliar todos os repertórios possíveis. De imagens, de técnicas tradicionais, de habilidades nos programas de edição de imagens, de interesses. E sobretudo estar atento às pistas deixadas no cotidiano.

Por Gabriela Maroja
Professora e Coordenadora da Graduação e Pós-Graduação em Moda no Unipê/JP

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