Moda: a profissionalização do setor no Brasil

O setor têxtil passou por grandes transformações nas últimas décadas. Precisou mudar e se adaptar à realidade dos anos 1990. A produção de vestuário foi marcada pelo protecionismo aos produtos brasileiros, pela crescente inflação e pela posterior abertura do mercado.

Neste período, a inflação gerou um clima de instabilidade em todos os setores da sociedade. Os preços aumentavam rapidamente e as indústrias de moda não conseguiam planejar os investimentos, tornando os métodos de trabalho defasados, com pouco investimento em tecnologia.

O protecionismo vigente no Brasil neste período, dificultava as importações com foco em garantir o mercado para a indústria nacional. Isso mascarou a qualidade e o preço dos produtos internos que não estavam de acordo com as do internacional.

O baixo investimento em tecnologia no setor de vestuário levou ao agravamento da crise das confecções neste período. A abertura do mercado nacional fez com que os produtos brasileiros não conseguissem concorrer em nível de produção e valor com os artigos importados.

Como consequência, houve uma retração expressiva na produção e redução do emprego no setor de vestuário. Já em 1992 a industria nacional começou a reagir. As empresas precisaram se reestruturar e investir na modernização do processo produtivo, na qualidade e no lançamento de novos produtos.

A necessidade de se adaptar a nova realidade do mercado nacional fez crescer a procura por mão de obra especializada e levou ao aumento dos cursos superiores em moda no país e ao surgimento de eventos específicos do setor.

Eventos de moda
Segundo o artigo Profissionalização da moda: 20 anos de aprimoramento acadêmico e boas relações com o setor produtivo, a produção de vestuário nacional começa a ganhar maior visibilidade no mercado com a realização de eventos de moda. Com objetivo de estimular criadores a apresentarem suas propostas, surge a iniciativa Phytoervas Fashion, em 1993.

 

Imagem: Site So Fearless

 

 

Em 1996, acontece o Morumbi Fashion, em São Paulo, com o objetivo de mostrar as coleções de marcas e criadores brasileiros duas vezes por ano. O evento ganhou destaque nacional e no mundo e, em janeiro de 2001 passou a ser chamado de São Paulo Fashion Week (SPFW).

A partir desse período, a moda brasileira começou a ganhar cada vez mais visibilidade nacional e a exportar suas modelos para passarelas internacionais. Gisele Bündchen, por exemplo, desfilou para grifes conhecidas no mundo todo e foi capa de revistas famosas.

Fonte: Carli, Ana Mery de; Venzon, Bernardete Suzin. Profissionalização da moda: 20 anos de aprimoramento acadêmico e boas relações com o setor produtivo. Modapalavra, Florianópolis, v.07, p 88-112, 2012.
 

 

 

Uma resposta para “Moda: a profissionalização do setor no Brasil”

  1. karolayne lima da silva disse:

    Ótimas peças

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