Internet das coisas aplicada à indústria da confecção

Alguns conceitos que uma vez eram vistos apenas no desenho da família Jetson estão pouco a pouco deixando de ser imaginação para se tornar realidade. É o caso das funcionalidades permitidas pela Internet das Coisas (IoT – sigla em inglês), que traduz a ideia de máquinas e objetos cada vez mais inteligentes, autônomos e conectados interagindo mais entre si e com o nosso mundo para facilitar o dia a dia de todos.

A concepção de Internet das Coisas começou a ser cunhada ainda no início dos anos 2000 e hoje passou a ser chamada de “terceira revolução da internet”, e parte fundamental da quarta revolução da indústria.

“Primeiro tivemos os mainframes compartilhados por várias pessoas. Estamos [hoje] na era da computação pessoal, com pessoas e máquinas estranhando umas às outras. A seguir, vem a comunicação ubíqua, a era da tecnologia “calma” quando a tecnologia recua para o plano de fundo de nossas vidas”, explica o pesquisador de Ciências da Computação, Mark Weiser.

Já conseguimos ver alguns exemplos deste conceito de interação com o Google Glass, com refrigeradores inteligentes que fazem a lista de itens faltantes e solicitam os pedidos ao supermercado de forma autônoma, com o controle de temperatura e iluminação de acordo com as preferências de determinada pessoa, a mudança de configurações de um carro dependendo de quem está sentado nele, entre muitas outras opções.

E a tendência é que a Internet das Coisas se espalhe a uma velocidade grande nos próximos anos. Segundo Michael Nelson, professor da Universidade de Georgetown, até a próxima década haverá mais de 100 bilhões de objetos conectados à internet.

O que a Internet das Coisas (IoT) pode fazer pela indústria da confecção?

Para a indústria da confecção, a IoT traria acima de tudo produtividade, agilidade, versatilidade e flexibilização das máquinas utilizadas. Em exemplos práticos, a IoT poderia se tratar de um maquinário que informa quando precisa que um insumo seja trocado (aviamentos, navalhas, peças que passam por desgaste) e que faça esse pedido de novas peças automaticamente aos fornecedores. Ou que possa fazer uma comunicação proativa de informações a seu respeito, como tempo de uso, produtividade, aproximação de metas e que oferecesse insights sobre como seu potencial pode ser otimizado.

Outras possibilidades têm relação ao estoque, com cruzamento de dados para informar possíveis desgastes dos materiais ou otimização de armazenamento, interligação entre diversos maquinários e automatização de toda a linha de produção de uma confecção etc.

É precisamente esse o caminho que a Audaces está percorrendo. Após um período de pesquisas, a Audaces montou uma equipe em 2014 para trazer à vida a idealização da Internet das Coisas aplicada à indústria da moda. O primeiro objeto de trabalho foi a máquina de corte automática Audaces Neocut, responsável pelo corte de diversos tipos de tecidos e materiais.

“A indústria da moda precisa de eficiência e mecanismos que garantam isso para conseguir entregar as peças produzidas a cada dia dentro das fábricas. A ideia de começar pela Audaces Neocut se deu pela importância dessa máquina de corte dentro da etapa produtiva das confecções, onde um problema de uso ou falha de insumos pode causar um gargalo e atrapalhar o rendimento e produtividade da empresa como um todo”, afirma André Pavilionis, engenheiro da Audaces.

A Audaces Neocut faz parte de um seleto grupo de máquinas do processo produtivo de moda, que utiliza de maneira inteligente a tecnologia de IoT e que está preparada para assumir seu lugar de destaque na Indústria 4.0.

A premissa da IoT é conectar máquinas à internet e fazer com que ela possua uma inteligência que irá ajudar na gestão e na produtividade da confecção.

Dentre tantos benefícios estão a produção de relatórios completos, com tempo de produtividade, tempo de ociosidade, eficiência da máquina, número de peças cortadas, comparativo com as metas, entre outros. Um dos diferenciais é que ao apontar um problema produtivo de qualquer espécie a máquina consiga identificá-lo e encaminhar uma notificação proativa ao gestor responsável por ela para que tome as providências necessárias. E também ao setor de Manutenções Corretivas e Preventivas da Audaces para que a solução seja fornecida prontamente.

“A atualização do parque industrial das confecções para a adoção de máquinas inteligentes é um caminho sem volta. A Indústria 4.0 exige que máquinas estejam sempre um passo à frente, indicando soluções e melhorias nos processos.”, resume Jorge de Paula, Diretor de Marketing da Audaces.

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