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Fast Fashion: criação e sobrevivência das confecções

Nas duas últimas semanas, participei de um treinamento do Senai/Cetiqt sobre moda rápida e, a enxurrada de informações a que tive acesso, deixou-me entre instigada e intrigada. Saí do treinamento como se tivesse sob os efeitos de um passeio de montanha russa, algo entre zonza, excitada, assustada, ansiosa e estimulada…

Fenômeno relativamente novo no Brasil, o Fast Fashion tem passado por ajustes, mas está longe do modelo – de sucesso – desenvolvido por grandes varejistas de vestuário do mundo, que tem na sueca H&M e na espanhola Zara, os exemplos mais conhecidos.

Mas afinal, o que é o Fast Fashion? Uma produção em tempo recorde? Uma estratégia de marketing? Uma resposta instantânea aos apelos do mercado? Um estímulo que favoreça o consumo (ainda mais) ágil e uma resposta idem do consumidor?

 

Imagem: Imagens de lojas H&M/ Reprodução

 

Questões sobre criação e processo criativo, especial e insistentemente, importunaram-me. Como conduzir o processo criativo nesse modelo de gestão/negócio? Como é possível adotar um modelo criativo num processo de informação-criação-produção-distribuição-consumo de tão alta velocidade?

É fato que alcançar vantagem competitiva, significa para uma indústria de moda, consolidar sua identidade e personalidade criadora ante ao mercado consumidor. Para atender às necessidades do Fast Fashion – entenda-se alta velocidade nos processos – é preciso que o sistema criativo, de certa forma, vá contra o que se entende como essencial para o desenvolvimento de produtos novos e de qualidade, isto é, dispor de tempo para a criação.

Nesse sentido, é possível conceber um produto inovador que resulte em produtos acessíveis sem serem “cópias”? Ou seria o Fast Fashion um “Ctrl-C, Ctrl-V” da moda em ampla escala?

Considerando-se uma metodologia ideal (ou seria idealizada?), o processo de criação exige tempo. Mas a dinâmica do mercado contemporâneo, hipermoderno e fast, não nos oferece/permite tal tempo – pelo menos não o que se entende, geralmente, como um período necessário ao ciclo natural da criação.

Compreendendo esse modelo quase como imperativo em mercados altamente competitivos, concluí – e ressalto que essa não é uma opinião definitiva e tampouco encerrada sobre a questão – que no tocante à moda rápida, ser criativo significa mais ser capaz de propor soluções inteligentes (que garantam a sustentabilidade financeira do negócio) do que oferecer produtos inovadores ao mercado consumidor.

 

Imagem: Imagens da Zara/ Reprodução

Mais que uma moda rápida, o Fast Fashion é uma resposta (super) rápida às contingências do mercado. Refere-se aos varejistas conseguirem atender de modo eficiente aos desejos manifestados pelos consumidores por peças já consagradas da estação. E (pelo menos), nesse sentido, o Fast Fashion é altamente criativo, levando-se em conta a capacidade de profissionais e empresas de encontrar soluções ágeis para oferecer uma resposta adequada às questões impostas pelo mercado consumidor.

Por Clícia Machado
Consultora da Federação das Indústrias de MG

 

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