Como surgiram as listras na moda

As listras na moda têm uma história longa. Na Idade Média, as listras eram reservadas a pessoas banidas da sociedade, doentes ou então bandidos. As listras eram vistas com desprezo, isolando os a que a vestiam. Em uma cultura em que o visível tem uma importância primordial, todos sabem ler o sentido dessas barras.

 

 

Prostitutas e saltimbancos na época medieval usavam roupas listradas reforçando o status marginal da estampa. Representações do diabo eram frequentemente ilustradas com listras. Era uma imagem geralmente associada à escravidão e ao preconceito. O uniforme listrado vestiu presidiários, bobos da corte e judeus  nos campos de concentração.

 

Os significados foram mudando com o tempo, e assim, as listras verticais passaram a ser usadas com exclusividade pela aristocracia, já as horizontais, pelos serviçais. Seus significados continuaram mudando ao longo da história, e com a evolução da sociedade, as listras passaram a serem usadas em roupas de banho, roupas de dormir e roupas íntimas. Foi aí que virou uniforme do proletariado, até chegarem aos uniformes dos presidiários, malandros e marinheiros miseráveis.

 

Isso durou até a década de 20. Durante uma temporada no litoral da França, observando os uniformes dos marinheiros franceses, a jovem Coco Chanel se inspirou e criou roupas para si mesmo com esses padrões. Chanel foi uma das estilistas que mais revolucionaram a história do vestuário feminino, trazendo inovação, libertação e inversão de valores antes nunca experimentados por nenhuma outra mulher.

 

 

Atualmente, não há uma temporada de desfiles que não tenha listras nas coleções. Hoje, as litras são retílineas, diagonais, perpendiculares etc., em cores fortes e larguras diversas.

 

 

Fontes

Gutemberg.O que há por trás das listras. Disponivel em <http://blogdogutemberg.blogspot.com/2008/04/o-que-h-por-trs-das-listras.html> acesso em 24 abril 2010.

Skull,Lady S. Listras: O Pano do Diabo. Disponivel em <http://modadesubculturas.blogspot.com/2009/11/listras-o-pano-do-diabo.html> acesso em 24 abril 2010.

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