Como funciona a experiência de compra dos Millennials?

 

Como funciona a experiência de compra dos Millennials?

Olá, leitores do Blog Falando de Criação.

Hoje vamos falar um pouco sobre os novos consumidores que chamaremos de consumidores experienciais. Eles nasceram entre os anos de 1980 e 2000, fazem parte da geração Millennials e preferem experimentar e vivenciar os produtos ao invés de apenas adquiri-los. Esse grupo está em busca da felicidade, da facilitação na execução de atividades e da vivência de novas experiências – para intensificar o sentido de vida, os conhecimentos e a cultura.

Os desejos dos Millennials são muitos: viagens inusitadas para um festival de música, acampamentos exóticos, mochilão por lugares pouco explorados, participação de grupos de meditação ou artes marciais. O grande apelo desta galera é o de viver mais do que possuir, experimentar mais do que comprar. Pensando bem, essa é uma boa saída para aqueles que, a todo custo, fogem de uma rotina engessada.

Ao contrário do que parece, esse consumidor possui poder aquisitivo a altura de artigos de luxo. Mas a diferença é que para ele, artigos de luxo não têm o mesmo valor do que uma viagem para um retiro budista, por exemplo. São as escolhas dos Millennials que os tornam diferentes e que vêm mudando a cultura de consumo. Um exemplo disso é que segundo o Boston Consulting Group, em 2013, os gastos com viagens alcançaram a marca de US$ 460 bilhões, contra US$ 170 bilhões aplicados na aquisição de objetos de luxo.

Junto a essa corrente, embarcam outros modelos de negócios que têm muito para dar certo. Um deles é a Economia do Compartilhamento – você disponibiliza para empréstimo objetos que não usa com frequência para pessoas que, por eventualidades, necessitem deles. A furadeira é um bom exemplo: se você não atua em atividades que envolvam o uso frequente deste equipamento, ele passa muito tempo guardado na prateleira. Por outro lado, seu vizinho que não possui a ferramenta, mas necessita para uma reforma rápida, pode compartilhar de sua furadeira, fazer a reforma e devolvê-la em seguida.

Para garantir o bom funcionamento destas ações, podem ser aplicadas políticas de troca, de compensação, de aluguel ou, até mesmo, políticas de boa vizinhança. Com certeza, seu vizinho possui algum objeto que você também precisará em algum momento. Esta é uma atividade muito promissora para estreitar os laços sociais nesta sociedade cada vez mais individualista.

E você, já experimentou a Economia do Compartilhamento? Tem hábitos de consumo parecidos com os do Millennials? Conta para gente nos comentários e faça parte da conversa!

Até a próxima pessoal!!

 

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