3 dicas para acertar na modelagem infantil

O consumo da moda muda muito conforme as novas tendências do comportamento da sociedade. Um estudo feito pela consultoria Marcoplan sobre as mudanças no perfil do consumo e que projetou as tendências até 2030 mostrou como as famílias com cada vez menos filhos estão consumindo produtos com maior qualidade e valor agregado mais alto. Na modelagem infantil é preciso estar atenta a essas tendências para definir tanto os melhores tecidos quanto os modelos que terão maior aceitação no mercado.

O SIS/Sebrae (Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae) publicou em 2015 um relatório sobre o consumidor infantil que mostrou como no ano anterior a venda de roupas de bebês e crianças de até 12 anos cresceu 40% – sendo que 58% deste consumo foi feito por consumidores das classes C, D e E.

O relatório cita dados de uma pesquisa feita pela bacharel em Administração de Empresas pela Unesc Liziane Stachowoski, em que ela observa como as crianças da faixa etária entre dois e quatro anos de idade começam a fazer as primeiras solicitações sobre as roupas que elas querem usar.

Essas preferências ficam mais acentuadas entre os quatro e os seis anos de idade. Por isso é importante levar em conta o comportamento das crianças e os seus interesses na hora da definição dos tecidos e das estampas que serão utilizadas na modelagem infantil.

Como a modelagem de peças para adultos é diferente da modelagem infantil, especialmente em relação às medidas no eixo vertical, também é preciso estar atenta a alguns detalhes ao utilizar os sistemas que auxiliam neste processo.

1. Procure as tendências

O estilista está sempre atento às tendências do mercado na moda infantil. Mesmo que você não desempenhe esta função em sua empresa, é importante para o modelista também estar afinado com as novidades do mercado – especialmente em relação aos tecidos.

Além de acompanhar revistas com referências em modelagem infantil, uma boa dica é utilizar a tecnologia a seu favor também na hora de conhecer as tendências da área. A rede social Pinterest é uma referência obrigatória. Ali é possível encontrar moldes e ideias através da busca com palavras-chave.

Também vale a pena acompanhar sites de moda infantil, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Entre as boas opções estão a seção “Arte da Moda”, do site Meleca Pode Sim!; a tag “Tendências Moda Infantil” do site Fashion Bubbles; os sites My Mom My Stylist e Fashion Kids; o conteúdo de moda do site Bebê.com.br; e os sites estrangeiros Dress-Trends (especialmente a seção Kid’s Dress), Pouted (que tem as seções Baby Fashion e Kids Fashion), Baby Clothes, entre outros.

2. Conheça bem o seu público

É fundamental conhecer bem o seu público consumidor. As característica de consumo deste público vão ajudar a definir tanto os tecidos, as cores e estampas das peças quanto a padronagem das medidas que serão utilizadas.

Como a criança está em constante desenvolvimento e crescimento, existe uma variação grande nas medidas para a modelagem infantil. Por isso é tão importante saber qual é exatamente o perfil do público que você vai atender e os padrões da empresa na qual você trabalha.

3. Atenção com a graduação

A variação grande nas medidas da moda infantil exige um cuidado maior quando você for a graduação para os diferentes tamanhos das peças. Uma dica é fazer a graduação com ruptura, ou seja, sem seguir o padrão que é observado na moda adulta, quando as medidas mudam entre dois ou três centímetros entre um tamanho e outro.

Utilizando programas como o da Audaces fica mais fácil observar a variação da graduação conforme os tamanhos porque o programa já prevê esta ruptura na centimetragem.

Algumas marcas utilizam, por exemplo, diferença na modelagem infantil de calças de quatro centímetros entre os tamanhos 4, 6 e 8, enquanto que a diferença para os tamanhos 10 e 12 diminui para três centímetros. A mesma ruptura acontece com a manga longa, que varia nesta mesma marca cinco centímetros no tamanho 4 e três centímetros nos tamanhos 6, 8, 10 e 12.

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